Qua, 22 de agosto de 2018, 14:47

Cirurgia bariátrica: do pós-operatório à melhor qualidade de vida
Pesquisa indica resultados positivos ao longo dos dez anos de procedimento realizado com excelência pelo HU

“Numa sociedade em que todo mundo se sente na obrigação de ser aceito e feliz, existem inúmeras formas de esconder a tristeza e a falta de perspectiva diante de um padrão socialmente pré-estabelecido. Comigo, foi em roupas bacanas, em presença constante nas festas e shows, na iniciativa de chamar os amigos para sair, na postura de ser o líder do grupo e, assim, ser notado e aceito pelos demais. Dava risada quando me diziam que eu era um ‘gordinho gostoso’, mas, no fundo, eu sentia mesmo era vergonha de ter chegado ali, naquela situação em que não me reconhecia e que, na verdade, não tinha nada de bonita. Ser gordo não é bonito. Ser gordo é ver o definhamento da sua qualidade de vida, que, por mais que digam estar atrelada à saúde, é baseada mesmo na estética”.

A declaração do produtor de eventos Adriano Vasconcelos, 35, que, em 2017, após ter chegado aos 160 kg, foi submetido a uma cirurgia bariátrica, chama a atenção para a realidade de um a cada cinco brasileiros. É que, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), 19% da população nacional atingiu a chamada obesidade mórbida, uma doença metabólica crônica de alta prevalência, identificada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m², ou ainda aci